domingo, 6 de dezembro de 2009

Still


Ainda sou o mesmo que a gargalhada falhou e um singelo sorriso se ofereceu...
Apenas meu coração tudo alcança aonde quer. As lágrimas fizeram foi cair, o tempo passou, a dança parou e as luzes foram acesas e ao breu, aplaudiu-se. Aqui falta luz mas meus olhos já se guiam sem ela. O que há por dentro é o que mais procuro, e se possível fosse tocar na dor onde ela está seria simples... A diferença entre a luz e o escuro é de onde vem o som e como ele se propaga. Mas se, dentre o modo silencioso de se conviver sob a mesma luz ou mesma penumbra, cabe a solidão, cada qual conta suas cédulas para pagar pelo que se quer. O resto é estar disposto ou não a pagar caro ou preferir economizar alma. Estar ou não com sono para dormir tem um preço: insônia; precisar muito de alguém que não está custa saudade e a moeda é amor; o troco é silêncio e o subsídio é a paciência; o juro é a demora e o lucro, fé.
No quarto, a prisão é o cativeiro invisível onde as paredes são escolhas pendentes, na lassidão do tempo e do espaço.
Quando a alma grita, a voz do corpo se evoca em busca da platéia, qualquer que seja a chance de se fracassar. Quando o grito é dado em silêncio, sou seu monólogo a distrair sua ausência e ouvinte para o seu instrumental desfecho, que dissipa meu contexto todo em sua sorvência...

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