segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Me dê a sua mão... eu preciso de ti...


Estar só no mundo é muito muito triste... Não sei compreender nossa esterilidade perante a carência de meios, de tentar fazer ao menos o mínimo, seja lá qual lhe seja este valor... O Haití sofre, pessoas sofrem desesperadas a nossa volta, animais são friamente tratados como carne ou como lixo... Eu faço a diferença!!! Não lhe importa o valor que ela tenha, pois para mim ela o pago da solidão que há muito me incomoda, ela é o sentido de eu acreditar que a diferença é sempre uma só e, faça o que fizer... Sempre teremos o que fazer, e graças a Deus sempre ele nos ampara em qualquer socorro ou auxílio que prestamos... Eu amo animais, você, o que ama além dos seus? Vamos amar, muitas vezes até, sem nos sentirmos amados... Acolher mesmo que o refúgio de nós não haja e o que ofereçamos seja, assim mesmo, o melhor que há em nós... Deixa eu amar você.... Quando você sentir esse pedido, não vai se negar....

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Porque os nossos amigos, amores e companheiros...

Eu amo cachorro... Amo suas caras, suas vontades, a força da sua expressão... Nunca reparou o que um cão é capaz de sentir?
E de dizer?? Já foi tocado por um cão, digo, um toque com aquela devida porção de sentimento como por exemplo, um agradecimento? Usam sua patinha para nos advertir de que ele está reconhecendo o que faz por ele. Um dia, um cachorrinho chorava muito perdido entre os carros na atordoada avenida, era tão pequenino, tão perdido... desesperado... Por coinscidência, era feriado e eu estava em casa e por acaso, era bem cedo e eu estava acordada, pus a primeira camisa que achei e desci correndo, ele sumiu. Subi e tomei demoradamente meu cereal, conversando com Tobby e com Nina, dividindo o café com eles, né, óbvio... Comecei a ouvir denovo aqueles uivos carregados de medo, de frio, de solidão, de quem não sabe nada do que está acontecendo... Corri denovo, quando o sinal fechou, atravessei e vi que estava muito doente, com um pouco de sarna e que era bem novinho, na verdade ele pedia socorro... [esta história continua...]

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Barreirinhas - MA - Lençois Maranhenses


Saudade


Vejo o tempo voltar, olho pela janela folhas, luzes, faróis

Tudo o que é efêmero que está sempre ali

A solidão pintada de poste, o anseio trajado de estrelas

Distância fantasiada de muro, vejo tudo o que não tenho e sempre está ali

Bem sei nada do que sinto qual renunciável

Apegos são para quem sente, amigos para que prende e saudade para quem depende


Depende não só da angústia para se desprender

Como do egoísmo para se julgar subtraído

Aos segundos, sinto meu coração esmigalhar-se e depois se contar, se recolhendo com quem quebrou si mesmo

Tentando encaixar seus cacos no lugar, buscando uma vida que de lacunas se vale

Porque nelas os sentimentos arbitrários se ocupam...

Se as preenchem, se as esvaziam, é só mais um tempo

O tempo tem essa prática de por e de tirar coisas do seu lugar

E aqui, bem em silêncio eu quero rezar

As nuvens carregam pra longe o que eu rezo aqui comigo, baixinho

O travesseiro é meu ombro amigo...

E pro alto, lá se vê, ali eu sei, ali está você, e eu hei de passear no espaço contigo

Do teu abraço

Eu pareço precisar de sempre muito, muitos me sabem sobre o muro

Mas a pior forma de fazer-se mudo é falar a verdade com os olhos de quem assopra

E os olhos abrem gavetas, desvendam segredos, mostram lágrimas...

Pérolas, são tudo o que tenho pra lhe oferecer, e que vos diga, perpétuas

Pra sempre além do muro e deste mundo eu vou correr até que o meu jardim possa se juntar ao seu...

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