terça-feira, 13 de abril de 2010

A solidão é um prato feito, servida cheia de outras atrações singulares, um tanto saborosas, tanto um quanto tristes, neste mundo onde tudo é fitado por momento...
A virtude e a defesa, ambas se absorvem uma, uma tornando neutra e outra aos poucos fazendo com que nossa identidade também se sirva daquilo que se consome impuramente, pra se sentir repleto, mais satisfeito ou até mesmo mais humano... O amargo da boca e os olhos ao abrir preparam o café da manhã e a sequëncia de relances de relapsos de memória que nos são sempre indigestos... O que fomos capazes de ferir par que as marcas que trazemos sejam escória das migalhas que trocamos, pelas quais fomos levados da platéia e nos tornamos palhaços em circos...
Com a frustração, preguiça e embriaguês, flamejantes bolhas de champagne que me antes beijavam a face ofegante às cócegas e à carência, me resgatando do sentimento alagado me fizeram espalmar a chuva grossa e o peso de suas mãos... Daí, a mesmice queima o corpo que adoece em brasa, sem nenhuma troca de calor por suor, de ventania e brasa... A dor desmascara a tolice que a vaidade regou, pragas que tivemos no jardim, fugas e estratégias loucas de se habitar, a coragem tola de fazer o que não nos valoriza incontingentemente nos devolve o prêmio pra não nos deixar seguir de mãos vazias, concede-nos o indulto voluntário e a  
berlinda de nossos próprios corações
                          em deslize...

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