domingo, 27 de fevereiro de 2011

O silêncio ora em mim.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Recortes


 
Tecerei alma nestes recortes
Enveredarei Irlandas ao teu sonhar
bailarei até o quarto dia as fagulhas do teu carnaval
ao quintal, de teu incômodo lembrar
mas, olha, se também o fizeres... Esqueça-te de não pisar sobre o tecido meu
Apanhá-lo-ei ao amanhecer
E folie saudades e confetes,
Em teu rosto extenuado e lágrimas...
Os cabelos embebidos ao suor
e fome,
fome de amor e poesia...
E tão, quando então, a meia lua
O plano real atirar-te afora clareira,
lembra-te:
Acesa ficaste a chama que esqueceste de assoprar
e queimando o coração, quando fizeste-o exilar...

Olhares desaprendidos

Se você quer dormir, boa noite!

Que os anjos venham-lhe com terno sonhar
E eu desejo a você
muitas maneiras de se resolver 
Sem mais reconsiderações ao que ficou para trás
Eu lhe desejo a liberdade dos sonhos e da realidade
que você merecer
E uma música para se recordar de mim,
mesmo que nunca você a traduza porque nunca se há de importar

Já que eu não fui muito...
e mesmo assim eu tive planos,
sonhos
E também de liberdade, eles, e tamanha...


Eu, não como um ser despedaçado
Desejo a você a rosa sem nenhum espinho
E mesmo que você julgue a alguém, merecê-la,
muito além do que eu possa imaginar
Que os meus sonhos eram grandiosos demais e não caberam na bagagem
Sem carruagem, arrumei a minha troxa

Muito mais simples do que uma mulher enfraquecida
Apenas uma pessoa implorando pelo amor, que a encontre...


Não apenas um coração partido, 
Na verdade eu sou o verdadeiro animal que uiva e apela ao seu carcereiro por sentir dor
Não só um animal machucado, eu sou a dor que não quer pernecer

E quantos estranhos sentimentos eu tive de aprender  
pela manhã, sufocá-los num baú que não os transbordasse


Se eu fui ruim, peço perdão  
Quanto desejo encontrar meu espaço, que é o que ficou, no lugar de tudo o que já não existe mais.


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