sexta-feira, 22 de abril de 2011
Pedra
A tristeza não é um presente cujo fecho represente
A poesia de um amor não identificado
A poesia não é, mesmo que tristeza
A dor de um fim ainda nem multiplicado
É mais, maior e intensamente superior
A todos os seus predicados e subjetivos ditos
E menor que toda tristeza ilhada
Ainda que os teus presságios não sejam para minha morte
Eis que minha vida pede a tua
Para vingar
Todo meu amor te dou, todo meu amor, te daria
Dar-te-ia-no todo... Todo ele como uma brisa sem você sentir e já a haveria respirado e sentido
Acredito que a semente que plantamos não se perdeu e não apodreceu
E mesmo constantes intempéries dissonantes
Eu acho que o meu amor nasceu
E nasceu em algum lugar em que o dia não o encontrou
Eu te espero na lembrança, a tristeza é minha sina... O desespero, talvez minha pena
E se valer, a pena ou não
Como saber... Eu sei...
Porque se tudo fosse como temíamos, a vida se faria ali
Mas o negócio é que tem sempre a surpresa
E tristeza
E a vida é assim
E eu sei que
Ainda que nunca nos encontremos
Ou que eu nem saiba quem é você
O fato é que a vida vai sempre se encarregar e este caso
Não poderia ser diferente
Eu simplesmente
Ainda pensar em você...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Parabólica
Ela pára
E fica ali parada
Olha-se para nada
(paraná)
Fica parecida
(paraguaia)
Pára-raios em dia de sol
Para mim
Prenda minha parabólica
Princesinha parabólica
O pecado mora ao lado
E o paraíso... paira no ar
... pecados no paraíso ...
Se a tv estiver fora do ar
Quando passarem
Os melhores momentos da sua vida
Pela janela alguém estará
De olho em você
Completamente paranóico
Prenda minha parabólica
Princesinha clarabólica
Paralelas que se cruzam
Em belém do pará
Longe, longe, longe (aqui do lado)
(paradoxo: nada nos separa)
Eu paro
E fico aqui parado
Olho-me para longe
A distância não separabólica
E fica ali parada
Olha-se para nada
(paraná)
Fica parecida
(paraguaia)
Pára-raios em dia de sol
Para mim
Prenda minha parabólica
Princesinha parabólica
O pecado mora ao lado
E o paraíso... paira no ar
... pecados no paraíso ...
Se a tv estiver fora do ar
Quando passarem
Os melhores momentos da sua vida
Pela janela alguém estará
De olho em você
Completamente paranóico
Prenda minha parabólica
Princesinha clarabólica
Paralelas que se cruzam
Em belém do pará
Longe, longe, longe (aqui do lado)
(paradoxo: nada nos separa)
Eu paro
E fico aqui parado
Olho-me para longe
A distância não separabólica
Eu quero ser pra você...
Eu quero ser pra você
A alegria de uma chegada
Clarão trazendo o dia
Iluminando a sacada
Eu quero ser pra você
A confiança, o que te faz
Te faz sonhar todo dia
Sabendo que pode mais
Eu quero ser ao teu lado
Encontro inesperado
O arrepio de um beijo bom
Eu quero ser sua paz a melodia capaz
De fazer você dançar
Eu quero ser pra você
A lua iluminando o sol
Quero acordar todo dia
Pra te fazer todo o meu amor
Eu quero ser pra você
Braços abertos a te envolver
Composição: Paula Fernandes & Zezé de Camargo
E a cada novo sorriso teu
Serei feliz por amar você
Se eu vivo pra você
Se eu canto pra você
Pra você...
Composição: Paula Fernandes & Zezé de Camargo
sábado, 2 de abril de 2011
Que ficaste olhando, quando teus olhos escorreram?Que duraste imaginando o quanto valia o teu lembrar?
Horas imaginei, pois, não os vi regressar
E agora imagino flores sobre a mesa deste mesmo olhar...
Serás parte nobre de uma trama esdrúxula ou o mesmo velho poema de poeira?
Serás as mesmas coisas de sempre ou me terás compreendido e até um dia, perdoado?
Eis, que fui banal e covarde, temo a mesma cordilheira que dantes...
e nesta inóspita verdade, digo eu, fui e temo por saudade
Que incoerência barulhenta é o amor...
Se o aquietas, perdura, se o sentes, seu próprio cheiro o leva embora como um desalinho
enquanto este se levanta e volta a bailar sobre a lama
e se deleita por sobre tudo aquilo que o fazias crer...
Se o bem é findo, não importa o quanto você se sente, você é aquilo que cala
não são as frases eternas que pronunciaste por amor ou por pura pólvora
mas as cálidas virtudes que se o fizeram calar, mentir, duvidar, partir
depois que o fim já é dito, a sentença final é cumprida ao desespero regido por singela mágoa
ou estridulosa cavidade do destino...
e tudo se vai, tudo se vai...
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