sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pedra



















A tristeza não é um presente cujo fecho represente

A poesia de um amor não identificado
A poesia não é, mesmo que tristeza
A dor de um fim ainda nem multiplicado
É mais, maior e intensamente superior
A todos os seus predicados e subjetivos ditos
E menor que toda tristeza ilhada
Ainda que os teus presságios não sejam para minha morte
Eis que minha vida pede a tua
Para vingar
Todo meu amor te dou, todo meu amor, te daria
Dar-te-ia-no todo... Todo ele como uma brisa sem você sentir e já a haveria respirado e sentido
Acredito que a semente que plantamos não se perdeu e não apodreceu
E mesmo constantes intempéries dissonantes
Eu acho que o meu amor nasceu
E nasceu em algum lugar em que o dia não o encontrou
Eu te espero na lembrança, a tristeza é minha sina... O desespero, talvez minha pena
E se valer, a pena ou não
Como saber... Eu sei...
Porque se tudo fosse como temíamos, a vida se faria ali
Mas o negócio é que tem sempre a surpresa
E tristeza
E a vida é assim
E eu sei que
Ainda que nunca nos encontremos
Ou que eu nem saiba quem é você
O fato é que a vida vai sempre se encarregar e este caso
Não poderia ser diferente
Eu simplesmente
Ainda pensar em você...

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