sábado, 20 de março de 2010

Esfinge


Deixa-me a mágoa, carrega-te vão
Da energia roubada à força, do egoísmo, o desleixo
Cai-te apenas a mascara, não fere a ti em face
Entorpece o momento , torna a visão grande fumaça.
Este pó que lhe sôfrega amídalas dilaceradas
 feito pólvora e você atira
Como um tufão espirra forte tudo pra longe
Faze-o breve, finge-te em cócegas, ri-te,
Eufórico, frustra-te de mim, desvanecida
e te dou a chance e o céu, minha terra.
Agora, se te cala, adoece-te, culpa-me
Ora, cansada...
Então depois, quando um longo estio em silêncio se revogar
Novas flores se me abrirão e os “então”, as vos dirão
Em quantas pontas se pungiram seu vidro
De quantos estilhaços me cerquei, por tuas mãos...

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